quarta-feira, 9 de junho de 2010

Um pedaço do Mundo


(Cat: Jardins do Estoril)


Chuva! Esperava eu ir à praia ganhar um pouco de cor no rosto, mas quis D.Pedro outro tempo...
Perdido o sol, o tom, aquela cor mais saudável fiquei-me pelas cores da tela que se cumpre diante dos meus olhos...
No fundo hoje, a chiva criou-me planos conscientes de uma tela sobre o vidro do carro, nem tudo se perdeu...



(Cat: uma tela em vidro)

domingo, 6 de junho de 2010

SOLAR


Convite à Música


SEXTA-FEIRA DIA ONZE DE JUNHO

Local: Wallstreet, Paço de Arcos/Oeiras

Apresentação do Grupo SOLAR

Bateria: Virgílio Marujo
Guitarra: José Carlos Matos
Baixo: Capela
Voz: Eduardo
Teclas: Luís Mourinho



(rock... lembrando o sabor do som dos anos 80's)



a noite espera pelos apaixonados da melhor música de sempre...







Kitaro um som de luz mas não dos SOLAR

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Zero e tudo


Music: Keith Urban
Tonight I wanna cry


Aceita-me assim, nua sem máscara que me esconda de ti, com os defeitos mais sórdidos meus, aceita que o meu mundo seja tão igual ao teu, imperfeito como um grito numa melodia divina, aceita que o meu mundo seja também restos de cinzento escuro, manchas de uma cor desbotada pela caminhada perdida, aceita-me assim como sou, melhora-me nos momentos de loucura, chama por mim, pelo primeiro e último nome que me deram aqui, e respeita tudo o que sou, porque apenas sou as tuas frágeis luas quebradas, aceita que nada em mim é idealmente perfeito, que sou um erro calculado pelo universo, aceita que no meu olhar o teu esteja lá e espectro, porque a cada gota de esforço teu para que o teu mundo aceite o que o meu tem, estás a cada gota aceitando o teu.
Sou e sempre serei o presente de ti num outro ser, neste caso em mim.
aceitar-te-ei melhor a cada tentativa minha...
e tu? seguirás o meu perdão e o meu caminhar?

domingo, 23 de maio de 2010

Macros e gostos I

Há coisas simples das quais de vez enquando não dispenso...
Há dias que andava com vontade de... e hoje...



Yes!!!





Só não entendo o descontentamento dos meus bichos que me abandonaram, aliás trocaram pela rua... bem nao os censuro... Mas... Que fiquei mágoada fiquei... Nada!!!

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Pequenos que escorreram de mim



Vem agora, que meus braços esperam o acordar.
Mesmo numa tempestade de medo.
Vem, sob um caminhar de dor de enrredo.
Sobe ligeiramente o ceú, sobre mim...
Desce o inferno sob os pés...
Vem, mesmo tardio o sonho...

Pequenos que sejam os sonhos...
Pequenos que sejam os agoiros,
pequenos, que corram meus dedos...
pequeno... mundo.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Eu




Rafael... sabe que te amo, eu sei que sabes... Já não tenho medo de mim, não tenho digo eu, se bem que tu saberás sempre melhor dos dois. Sei que não vale mais fugir, eu sei. Queria, sabes, queria ser capaz, e sim serei, mas como? Ajudas-me, mais uma vez? No tal caminho... Sabes, queria muito... Sei que sabes. Mas lá está, e... Mas, sabes o que queria, mesmo... Sorrir, mesmo! Sabes, Rafael, tenho saudades de ti.

Bonequinha sonha suave...


Sara Tavares _ cover: grandola vila morena


Ao longo da almofada correm os teus caracois, dormitando sem darem conta de ti...
Quem me dera, cheirar perto e cheirar-te, sentir o teu suave respirar sob os lençois de cama, suave bonequinha, suave, pousar frágil, medronho, suave bonequinha, suave. Afago, quentes os lençois, aperto bem sob o queixo, de forma a impedir o frio de te acordar do sonho bom de mim...
Suave bonequinha, suave, dorme bem, apareço sempre em tons pastel suave como uma nuvem de fogo brando a aquecer o que pensas que já não tens, suave sono bonequinha aqui está a mãe... Suave bonequinha... Suave como ninguém... Suave meu anjinho dorme bem...
Nunca nada está longe quando há amor... Eu sempre amei...


PS: a uma menina especial.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Equilibrista













Equilibrista

No cimo de uma corda certa, pronta sob tensão
Exposta ao peso do corpo que se sujeita
Equilibrista sob um céu de venenos
Se te escapa o pé, se por um mero erro teu corpo desvaneça daí…
No topo de uma corda suspensa
O teu amplo peito sustem-te numa adrenalina perigosa
Caso um mero erro aconteça
No topo de uma incerteza
No cerne de ti
Equilibrista a teus pés os sonhos
A teus pés o destino
Sob os teus dedos o destino
Uma corda que te dá um caminho sob um mundo
Equilibrista de corpo tenso
Balanças as esperanças por cima de um povo esquecido
E se por um minuto apenas parares aí no topo da corda
Por um minuto sentires o vento
Perderes noção do próprio tempo
Deixares de querer chegar ao fim
Se por um mero segundo de tempo teu
Perderes o vácuo da corda no espaço
E te perdes a ti
Equilibrista
Perde-te…



















porque me cansa tanto amar-te...porque me acho sempre no teu rosto perdida...porque não caio de vez...

Porque não quero mais...




Deixar-me ficar numa sombra sem sal, sem luz, sem vapor, sem sonho...
Caindo, ficando, deixando, perdendo o rumo...
Os meus olhos já sabem o que são lágrimas, já sabem o precurso da dor, da fé falhada...
E eu já sei, o virar de todas as esquinas, todas as esquinas agudas que causam a tal mágoa e ferida aberta ao ar...
Os meus pés já sabem, como o meu caminhar enfraquece a cada gota que some de mim...
O meu olhar o brilho já não vê...
Os meus lábios de tão secos deixam o piso seco sumindo-se no tempo...
O coração, vai murchando como um balão sem ar, sem ar, sem vida...
Não quero mais... assim caindo, lentamente caindo, fingindo, caindo, sem fé...
Sem sopro de sol, sem sopro de vida...
Tenho a mão cheia de nada... Uma presa em mim...
Merda!
(Mil vezes aos céus, mil vezes... e mais umas a mim...)
São os olhos que não esqueço... são os gestos...
Merda!
(mil vezes a mim, a mim, e aos céus...)
Que nada em mim floresce de cor...
Só a dor escorrega por dentro...
Tentação de erro... constante...
...