sexta-feira, 24 de abril de 2009
Não partas em vão

Não partas em vão.
Quando as tuas asas,
para voar, não estão prontas...
Não partas,
Sem antes deixares
que te vejam a cor das iris...
Não partas,
quando ainda frescas, são as lágrimas
que o Mundo derrama por ti.
Não partas,
quando toda a tua vida foi um silêncio,
Não partas,
quando ainda o sonho está para existir...
Não partas,
sem te sentires, SER.
Não partas,
pedente com a vida,
Não partas
se ainda tens o caminho para tecer.
Não partas,
sem dizer a palavra certa
a quem tiver que ser...
Por tudo,
não partas,
sem agradecer...
Depois de tudo,
parte, mas parte mesmo,
com paz e em paz.
Assim sendo parte...
quarta-feira, 22 de abril de 2009
A melhor piada ouvida agora da Igreja 14 Abril 2009

Ouvi agora no telejornal uma das melhores piadas do Mundo!
A Igreja (católica) está preocupada com a tal da "crise", daí está a pensar encontrar empregos, para os que infelizmente não têm, e ajudar assim toda uma sociedade.
Agora deixando de ser hipócrita, meus amigos, será que têm noção da riqueza que existe na tal dita Igreja benfeitora? Será que há dúvidas quanto ao número infinito de dinheiro, e riqueza que por ali anda?
Será que os tais benfeitores não pensam que talvez se pagassem como todas as outras instituições religiosas ou não as contas, declarando IRS, etc, etc, etc... o Mundo podia estar muito melhor.
Será que têm noção do número de ouro possuído pelo Vaticano, que poderia salvar todas as crianças, adultos e velhotes com fome?
Será que há a noção da quantidade de lugares no ceu vendidos em cada Missa poderiam dar uma refeição a um ser sem possibilidades.
Será que não há consciência que a FÉ tem que ser para além de todos os euros conseguidos?
Será que não há consciência pública de como se tratam os seres humanos, será que afinal a Igreja é a primeira a não entender a palavra de Deus?
Será que não ficou claro os mandamentos, será que apenas os fieis têm a obrigação de dar algo?
Eu não me vendo, nem estou à venda.
Por isso que não me atirem poeira aos olhos, pois de vós Igreja estou eu farta. Farsas já me chegam as teatrais que acabam a cada descida de pano, as vossas guardem-nas para vós, os falsos de amor.
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extras...
Aos que não entendem e são ingenuos, acordem...
Ninguém vos dá nada de graça... Ou pelo menos a Igreja nunca o fez, e todos nós somos testemunhas da quantidade de crianças com fome, a morrer a cada dia.
Com 25 euros podemos salvar uma vida, quantos 25 euros tem o vaticano esbanjado nos fatos do papa, nas igrejas ornamentadas de ouro, nos carros mercedes ultima gama comprados. Não é que tenham que viver pobres, não é isso, mas simplicidade era bom, uma coisa era termos um Mundo rico, onde nada de grave existisse, a tal Utopia que não existe, outra e termos um choro de criança com fome ao qual não se dá resposta, e nisso sim, ao comprar os Giorgio estamos a matar um ser.
É essa hipocrisia que me magoa, porque também eu vi muitos passarem ao lado de Mercedes, com roupas boas, com sapatos bons, também eu vi, como os olhava fixamente e lhes dizia em silêncio odeio as vossas mentiras, e também vi como por detrás de uns olhos que até então pareciam doceis surgir um monstro, e mostrar o que eu tanto odiava, também eu um dia com os meus lábios mostrei todo o ódio que tinha por tais mentiras que anos seguidos me diziam, também eu vi como um dia tudo o que vi e era contra se desmoronar, e os mesmos acabarem por ser descobertos numa fraude.
Afinal via mais do que devia... E afinal houve justiça.
E a minha fé estava correcta... E não me vendi.
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gostei, confeso que me ri no final, pois está comico, tens que concordar. nao fundes mais dia menos dia todas elas se desvanecem. Ou pelo menos sonho com isso...
Focas algo importante, e eu focarei algo mais, quem nos disse que há santos e para adular os mesmos?
Quem pediu esse tipo de adoração?
Eu acho que mesmo a Nossa Senhora se é que apareceu às três crianças, sim porque até isso pode ser colocado em causa, colocaria tudo em causa mesmo mas para não me afastar do título vou deixar isso para uma outra fúria das minhas; voltando à aparição (se houve) não penso nem creio que alguém, um ser superior ou não, sei lá, viesse pedir uma capela, parece-me um pouco estupido, olhem meus filhos façam-me uma capela, não me pareçe, nem eu que sou meio alucinada das ideias (pois ideias não faltam) viria à Terra dizer ou pedir tais coisas, se realmente aconteceu, como até pode ter acontecido, poderia ela querer deixar uma mensagem maior que isso, mas talvez os adultos tenham incutido nas crianças tal história para ganhar o que se vê hoje lá, um protagonismo e exibicionismo de extrema riqueza que não é declarado, ou seja, todos nós pagamos ao estado algo, ainda não pagamos o ar que respiramos, e daí talvez até se pague; porque é que a Igreja é tida como um poder tão grande se depois nestas pequenas coisas não se vê igualdade, no que é investido os milhares e milhões de euros entregues constantemente ao vaticano, nos sapatos Giorgio Armani do papa? Nos whiskey de alto gabarito que bem vi nos quartos de alguns, na ostentação que apregoam não existir, nas falsas pobrezas?
O que me enforece nisto tudo, é na manobra que se faz para por um lado serem visto como os amigos do povo necessitado, não será isto uma forma de a Igreja ter novamente os politicos e o control de toda uma nação? Pode parecer estúpido de minha parte, mas não se esqueçam nunca da história, sempre existiram duas grandes forças, alheias por vezes a muita coisa, uma é o poder político outro o religioso.
Quem quer ajudar ajuda e não comenta publicamente. Será uma forma de consquistar crentes? Mas será assim que se consquista a FÉ?
Assusta que não o façam porque realmente há pessoas a necessitar de ajuda, mas sim porque parece que a crise se apoderou da mente das sociedades.
E digo mais, será no caos que os homens e mulheres mais facilmente se entregam... ao quê gostava eu de saber.
De certo o Meu Deus deve estar incrédulo com tamanha frieza. É necessário o caos para que os que dizem o conhecer ajudem o próximo, mesmo quando são os mesmos a pedir para que os fieis o façam, onde está a moral em tudo isto?
Finalmente... o cachorro do vizinho parou de ladrar...

Finalmente... o cachorro do vizinho parou de ladrar...
Parecia quando comecei a escrever o paragrafo, sei que sou rápida nas teclas, e talvez o tenha feito relativamente cedo demais...
Não o pequeno cão ainda gane.
Para quem não sabe tenho quatro cães uns mais loucos que os outros, mas nenhum na loucura se fica atrás, apesar de ser grande a paciência há alturas que "ladro-lhes" mais seja lá porque motivo for...
Os meus ladrão bastante de dia, ainda não entendi muito bem o porquê, mas parecem ser bastante comunicativos entre eles. Cordiais pois cada pessoa, carro, animal, o que for que passe pela rua leva um bau bau daqueles, os quatro ou então o Sir Lancellot que é o senhor (ou assim crê o bichano).
Mas durante a noite, chegando mais ou menos as 22 horas já andam a tambalear como se tivessem ido para a borga, enfim, nessa altura já nos olham de uma forma estranha, sem refilarem com a boca mas com as patas contra as nossas pernas, os olhos de forma meio adormecida a olhar para nós e as suas camas, isto quando basicamente nos pedem em silêncio pesado está na hora abre a porta queremos dormir, e lá vão eles como se o dia tenha sido daqueles de trânsito, de faxes, reuniões in termináveis, enfim um caótico dia de trabalho, minutos depois já estão de patas para cima, abertas e sim a ressonar como se um homo sapiens sapiens entopido.
O cão do meu vizinho, giro de morrer a rir, o cão ok! Quando veio gritava o dia inteiro, ao ponto dos meus passarem tais dias sem dizer uma sequer bauadela ou guincho, aliás; os únicos no convivio era a caturra que tenho e um canário, que o seguiam nos latidos agudos, era dia atrás de dia, por vezes ficava angustiada porque parecia a voz de uma criança, várias vezes saia de casa para ver se o cachorrito parava, mas as tentativas eram em vão, até que o meu vizinho lá fez algo e o bichano deixou de fazer barulho, já até sentia a falta do latir.
Heis que uma tarde regressando de casa vejo piquena coisa redonda, rechunchuda a abanar-se toda, com um porte de orgulho, ao lado de quem? Do meu vizinho, o caaozinho ia todo satisfeito ao lado do dono para ver o "avô e avó", cumprimentei o meu vizinho e sorri para o orgulho estampado no bicharuco que se abanava como muitas de nós o fazemos para atrair a atenção dos machos mais tolos.
Hoje, não sei bem o que se passa, mas não parou de ladrar, são exactamente quatro da manhã, e calou-se à coisa de uns dois minutos, mas sinceramente até tenho medo de dizer que parou, uma vez que pode a qualquer momento lembrar-se de gritar....
Uma boa noite para a plateia....
Eu irei tentar dormir, amanhã o dia e a noite serão longas....
Já não o oiço..
e os meus ainda dormem....
Ou talvez não....
Pequena Oração ao Tempero do Coração

Pego no coração,
aperto-o contra o peito vazio;
uma vez mais,
esmago-o na mão, cheia de uma dor já conhecida,
entrego-o a ti mar de lamentos.
O teu sal marinho fará o seu tempero
já que o das lágrimas não o soube.
Arranco todos os pedaços partidos
esquecidos por algum motivo alheio
Devolvo-o como um dia me foi entregue
Vermelho, torto, ensaguentado, uma bomba,
Devolvo-o também com as marcas de toda a paixão,
grandes amarras que contra ele teceram...
Devolvo-o doloroso do penar dos anos.
Deixo-o flutuar num vai e vem...
Viro as costas e sigo
Não olharei mais
Para algo tão fraco e perdido...
Deixo-o afogar nas águas de qualquer mar
Sigo mais morta, mas mais leve e serena...
Sigo sem o tempero da vida, mas sem a mágoa que tinha...
Queimo o chão que piso...
Marco assim a sina.
Faminto Ser

Exploravas faminto
com a tua pequena boca o meu seio,
devoravas com raiva meu soco
puxavas com os pequenos dedos minha pele
tocavas a minha pele
com a tua ansia de sobrevivência
fechavas os olhos
deliciando todo o líquido que vertia meu seio
e assim crescias e te fazias homem...
Não pedias licença,
nem por favor, agarras-te como se fosse teu
Vincavas as pequenas unhas,
criando pequenos rasgos
trincavas com as tuas gengivas
meu mamilo que magoavas
lutavas constantemente com o amor e o ódio
com o desejo e a dor
lutavas contra o saciar de um vontade maior que tu
uma rebeldia maior que a vida
e uma vida toda condensada ali
no pequeno gesto que te amamentava.
Já te respondiam como por vontade própria
já te clamavam piedade
e tu, sempre tu, não a tinhas
pedias sempre mais,
e querias mais ainda
e aí marcavas o teu território
com essas chagas...
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