Domingo, 31 de Julho de 2011

C(o)uR(a)io(ç)s(ã)O




Fazemos amor como quem come suspiros no silêncio, mordemos as pontas do lençol já perdido nos sons da noite, rasgamos as bocas sebentas de comida (própria do momento). Correm os passos lá fora, para lá da janela entreaberta e do cortinado que dança; gritam as gentes da rua a sua esperança. Morremos de noite nos espasmos assim como se o amanhã não fosse um novo dia. Correm as vozes, por ruas estreitas, os gritos ecoam e as vidas espreitam todos os cantos, todos os fados. Amando, só amando cada pedaço de gota em tua pele (que reluz). Todas as manhãs o acordar fica certo com um abraço, um beijo, um arremedo do preludio da noite, tudo é...

Domingo, 17 de Julho de 2011

Férias

Indo numa corrente de ar...
O que encontrar não foi por procura mas porque assim me abarca a vida.

Terça-feira, 5 de Julho de 2011

Toque

Quando o toque trás tudo
Tudo o que se precisa
De um toque e pele por um outro toque de pele
Quando se sente o calor dos dedos para além do calor da pele tocada
fundem-se os sentido e sente-se apenas o bater de um desejo...
O nunca acabar...

Terça-feira, 28 de Junho de 2011

Desencontros


Aprendi a sorrir da mesma forma que aprendi a chorar... com a vida!!!

Como nos damos

Caminhamos todos os dias por pegadas, sejam elas concretas ou não, há de tudo um pouco, pedaços já estipulados por nós mesmos, seguidos religiosamente quase que uma regra instituída à qual não se pode fugir. Outros vão de peito aberto em aventura pelo dia e pelos dias, sem plano rascunho, outros são que param e observam todo o resto que passa e anda.
Afinal quem somos? O que pretendemos com tudo o que fazemos? O que nos leva à glótica ou a miséria? Quem somos?

Sábado, 25 de Junho de 2011

Escrita em sombras

Vagueava sobre uma tela
a tua pele recebia a tinta
o traço deixava o rasto do sensível
uma escrita silenciosa entre o canto das unhas e a tua pele
traçadas as linhas invisíveis
ficavas prepetuamente ali,
com a esperança no olhar, o lábio cruzando-se num sorriso
uns dentes afiados para morder outra vida
desapareciam as linhas que nunca foram senão marcas de unhas na pele
ficava o toque e o seu quente ardor
envolviam-se em sombras
e o tecto ficava repleto de figuras orgânicas sem necessariamente serem um eu ou um tu
eram linhas desta feita linhas de sombras
que preenchiam o som da noite, da tarde ou de uma madrugada
escreviam-se poemas em símbolos próprios
onde só os dois liam...
era a escrita mais longe das noites e dos dias...

The Maccabees - First Love