segunda-feira, 27 de abril de 2009

....




Procuro em vão o tempo que passou...

.....


Quem és tu que me pisa
que me calca ao chão
e me tenta lentamente dilacerar a alma?

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Desta gosto

I can have it all.. or dream of it...



Sonhando...

....


A plataforma do teu amor
não me toca sequer o mais fino dos cabelos.

Não partas em vão


Não partas em vão.
Quando as tuas asas,
para voar, não estão prontas...

Não partas,
Sem antes deixares
que te vejam a cor das iris...
Não partas,
quando ainda frescas, são as lágrimas
que o Mundo derrama por ti.

Não partas,
quando toda a tua vida foi um silêncio,
Não partas,
quando ainda o sonho está para existir...
Não partas,
sem te sentires, SER.

Não partas,
pedente com a vida,
Não partas
se ainda tens o caminho para tecer.
Não partas,
sem dizer a palavra certa
a quem tiver que ser...
Por tudo,
não partas,
sem agradecer...

Depois de tudo,
parte, mas parte mesmo,
com paz e em paz.
Assim sendo parte...

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Silêncio...


Os meus lábios nos teus e os meus no silêncio...

A melhor piada ouvida agora da Igreja 14 Abril 2009


Ouvi agora no telejornal uma das melhores piadas do Mundo!
A Igreja (católica) está preocupada com a tal da "crise", daí está a pensar encontrar empregos, para os que infelizmente não têm, e ajudar assim toda uma sociedade.

Agora deixando de ser hipócrita, meus amigos, será que têm noção da riqueza que existe na tal dita Igreja benfeitora? Será que há dúvidas quanto ao número infinito de dinheiro, e riqueza que por ali anda?
Será que os tais benfeitores não pensam que talvez se pagassem como todas as outras instituições religiosas ou não as contas, declarando IRS, etc, etc, etc... o Mundo podia estar muito melhor.
Será que têm noção do número de ouro possuído pelo Vaticano, que poderia salvar todas as crianças, adultos e velhotes com fome?
Será que há a noção da quantidade de lugares no ceu vendidos em cada Missa poderiam dar uma refeição a um ser sem possibilidades.
Será que não há consciência que a FÉ tem que ser para além de todos os euros conseguidos?
Será que não há consciência pública de como se tratam os seres humanos, será que afinal a Igreja é a primeira a não entender a palavra de Deus?
Será que não ficou claro os mandamentos, será que apenas os fieis têm a obrigação de dar algo?
Eu não me vendo, nem estou à venda.
Por isso que não me atirem poeira aos olhos, pois de vós Igreja estou eu farta. Farsas já me chegam as teatrais que acabam a cada descida de pano, as vossas guardem-nas para vós, os falsos de amor.


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extras...


Aos que não entendem e são ingenuos, acordem...
Ninguém vos dá nada de graça... Ou pelo menos a Igreja nunca o fez, e todos nós somos testemunhas da quantidade de crianças com fome, a morrer a cada dia.
Com 25 euros podemos salvar uma vida, quantos 25 euros tem o vaticano esbanjado nos fatos do papa, nas igrejas ornamentadas de ouro, nos carros mercedes ultima gama comprados. Não é que tenham que viver pobres, não é isso, mas simplicidade era bom, uma coisa era termos um Mundo rico, onde nada de grave existisse, a tal Utopia que não existe, outra e termos um choro de criança com fome ao qual não se dá resposta, e nisso sim, ao comprar os Giorgio estamos a matar um ser.
É essa hipocrisia que me magoa, porque também eu vi muitos passarem ao lado de Mercedes, com roupas boas, com sapatos bons, também eu vi, como os olhava fixamente e lhes dizia em silêncio odeio as vossas mentiras, e também vi como por detrás de uns olhos que até então pareciam doceis surgir um monstro, e mostrar o que eu tanto odiava, também eu um dia com os meus lábios mostrei todo o ódio que tinha por tais mentiras que anos seguidos me diziam, também eu vi como um dia tudo o que vi e era contra se desmoronar, e os mesmos acabarem por ser descobertos numa fraude.
Afinal via mais do que devia... E afinal houve justiça.
E a minha fé estava correcta... E não me vendi.


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gostei, confeso que me ri no final, pois está comico, tens que concordar. nao fundes mais dia menos dia todas elas se desvanecem. Ou pelo menos sonho com isso...
Focas algo importante, e eu focarei algo mais, quem nos disse que há santos e para adular os mesmos?
Quem pediu esse tipo de adoração?
Eu acho que mesmo a Nossa Senhora se é que apareceu às três crianças, sim porque até isso pode ser colocado em causa, colocaria tudo em causa mesmo mas para não me afastar do título vou deixar isso para uma outra fúria das minhas; voltando à aparição (se houve) não penso nem creio que alguém, um ser superior ou não, sei lá, viesse pedir uma capela, parece-me um pouco estupido, olhem meus filhos façam-me uma capela, não me pareçe, nem eu que sou meio alucinada das ideias (pois ideias não faltam) viria à Terra dizer ou pedir tais coisas, se realmente aconteceu, como até pode ter acontecido, poderia ela querer deixar uma mensagem maior que isso, mas talvez os adultos tenham incutido nas crianças tal história para ganhar o que se vê hoje lá, um protagonismo e exibicionismo de extrema riqueza que não é declarado, ou seja, todos nós pagamos ao estado algo, ainda não pagamos o ar que respiramos, e daí talvez até se pague; porque é que a Igreja é tida como um poder tão grande se depois nestas pequenas coisas não se vê igualdade, no que é investido os milhares e milhões de euros entregues constantemente ao vaticano, nos sapatos Giorgio Armani do papa? Nos whiskey de alto gabarito que bem vi nos quartos de alguns, na ostentação que apregoam não existir, nas falsas pobrezas?
O que me enforece nisto tudo, é na manobra que se faz para por um lado serem visto como os amigos do povo necessitado, não será isto uma forma de a Igreja ter novamente os politicos e o control de toda uma nação? Pode parecer estúpido de minha parte, mas não se esqueçam nunca da história, sempre existiram duas grandes forças, alheias por vezes a muita coisa, uma é o poder político outro o religioso.
Quem quer ajudar ajuda e não comenta publicamente. Será uma forma de consquistar crentes? Mas será assim que se consquista a FÉ?
Assusta que não o façam porque realmente há pessoas a necessitar de ajuda, mas sim porque parece que a crise se apoderou da mente das sociedades.
E digo mais, será no caos que os homens e mulheres mais facilmente se entregam... ao quê gostava eu de saber.
De certo o Meu Deus deve estar incrédulo com tamanha frieza. É necessário o caos para que os que dizem o conhecer ajudem o próximo, mesmo quando são os mesmos a pedir para que os fieis o façam, onde está a moral em tudo isto?

Finalmente... o cachorro do vizinho parou de ladrar...


Finalmente... o cachorro do vizinho parou de ladrar...
Parecia quando comecei a escrever o paragrafo, sei que sou rápida nas teclas, e talvez o tenha feito relativamente cedo demais...
Não o pequeno cão ainda gane.
Para quem não sabe tenho quatro cães uns mais loucos que os outros, mas nenhum na loucura se fica atrás, apesar de ser grande a paciência há alturas que "ladro-lhes" mais seja lá porque motivo for...
Os meus ladrão bastante de dia, ainda não entendi muito bem o porquê, mas parecem ser bastante comunicativos entre eles. Cordiais pois cada pessoa, carro, animal, o que for que passe pela rua leva um bau bau daqueles, os quatro ou então o Sir Lancellot que é o senhor (ou assim crê o bichano).
Mas durante a noite, chegando mais ou menos as 22 horas já andam a tambalear como se tivessem ido para a borga, enfim, nessa altura já nos olham de uma forma estranha, sem refilarem com a boca mas com as patas contra as nossas pernas, os olhos de forma meio adormecida a olhar para nós e as suas camas, isto quando basicamente nos pedem em silêncio pesado está na hora abre a porta queremos dormir, e lá vão eles como se o dia tenha sido daqueles de trânsito, de faxes, reuniões in termináveis, enfim um caótico dia de trabalho, minutos depois já estão de patas para cima, abertas e sim a ressonar como se um homo sapiens sapiens entopido.
O cão do meu vizinho, giro de morrer a rir, o cão ok! Quando veio gritava o dia inteiro, ao ponto dos meus passarem tais dias sem dizer uma sequer bauadela ou guincho, aliás; os únicos no convivio era a caturra que tenho e um canário, que o seguiam nos latidos agudos, era dia atrás de dia, por vezes ficava angustiada porque parecia a voz de uma criança, várias vezes saia de casa para ver se o cachorrito parava, mas as tentativas eram em vão, até que o meu vizinho lá fez algo e o bichano deixou de fazer barulho, já até sentia a falta do latir.
Heis que uma tarde regressando de casa vejo piquena coisa redonda, rechunchuda a abanar-se toda, com um porte de orgulho, ao lado de quem? Do meu vizinho, o caaozinho ia todo satisfeito ao lado do dono para ver o "avô e avó", cumprimentei o meu vizinho e sorri para o orgulho estampado no bicharuco que se abanava como muitas de nós o fazemos para atrair a atenção dos machos mais tolos.
Hoje, não sei bem o que se passa, mas não parou de ladrar, são exactamente quatro da manhã, e calou-se à coisa de uns dois minutos, mas sinceramente até tenho medo de dizer que parou, uma vez que pode a qualquer momento lembrar-se de gritar....


Uma boa noite para a plateia....
Eu irei tentar dormir, amanhã o dia e a noite serão longas....


Já não o oiço..
e os meus ainda dormem....


Ou talvez não....

Pequena Oração ao Tempero do Coração


Pego no coração,
aperto-o contra o peito vazio;
uma vez mais,
esmago-o na mão, cheia de uma dor já conhecida,
entrego-o a ti mar de lamentos.
O teu sal marinho fará o seu tempero
já que o das lágrimas não o soube.

Arranco todos os pedaços partidos
esquecidos por algum motivo alheio
Devolvo-o como um dia me foi entregue
Vermelho, torto, ensaguentado, uma bomba,
Devolvo-o também com as marcas de toda a paixão,
grandes amarras que contra ele teceram...
Devolvo-o doloroso do penar dos anos.

Deixo-o flutuar num vai e vem...
Viro as costas e sigo
Não olharei mais
Para algo tão fraco e perdido...
Deixo-o afogar nas águas de qualquer mar
Sigo mais morta, mas mais leve e serena...
Sigo sem o tempero da vida, mas sem a mágoa que tinha...
Queimo o chão que piso...
Marco assim a sina.

Faminto Ser


Exploravas faminto
com a tua pequena boca o meu seio,
devoravas com raiva meu soco
puxavas com os pequenos dedos minha pele
tocavas a minha pele
com a tua ansia de sobrevivência
fechavas os olhos
deliciando todo o líquido que vertia meu seio
e assim crescias e te fazias homem...
Não pedias licença,
nem por favor, agarras-te como se fosse teu
Vincavas as pequenas unhas,
criando pequenos rasgos
trincavas com as tuas gengivas
meu mamilo que magoavas
lutavas constantemente com o amor e o ódio
com o desejo e a dor
lutavas contra o saciar de um vontade maior que tu
uma rebeldia maior que a vida
e uma vida toda condensada ali
no pequeno gesto que te amamentava.
Já te respondiam como por vontade própria
já te clamavam piedade
e tu, sempre tu, não a tinhas
pedias sempre mais,
e querias mais ainda
e aí marcavas o teu território
com essas chagas...

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Tratado de Civismo

Por vezes um rosto sério e umas palavras chave podem ajudar.

Lamentavelmente este post pode magoar os menos cívicos, os mais egoístas, os mais hipócritas, os mais calões, os mais egocêntricos, os mais umbilicais... Mas a vida é mesmo assim.

Chamo a vossa atenção para um problema que se vive em qualquer cidade ou vila de qualquer sitio no ovalizado Globo Terrestre.

Ainda não sabem o que se segue, mas darei as minhas pancadilhas de Mullier brevemente, aliás no paragrafo seguinte. Por agora, aos acima referidos preparem-se, serei brusca e violenta, lamentavelmente procuro respeito como ser humano.

Respirar fundo e basicamente atacar sem piedade.

Para quem não sabe trabalho infelizmente num shopping, infelizmente pois quem o faz perde um pouco de vida própria, horários diferentes da maioria das pessoas, que tem um horário fixo, com feriados, fins de semana, etc... Apenas quem trabalha ou já trabalhou e de algum forma teve que se sujeitar ao esforço consegue dar valor e entender o que passo a referir, os demais não têm noção do que se perde por sermos tão estupidamente consumistas.
E digo mais uma vez estupidamente consumistas.
Posteriormente a um incidente que aconteceu no dito shopping o mesmo fechava por volta das 0:00 horas, isto para a maioria das lojas, sendo os cinemas como em todos os lados alargados em termos de horários acabando lá pelas três ou quatro da manhã. Depois de um grave incidente o mesmo começou a fechar uma hora mais cedo, ainda assim foi uma medida tomada de uma forma tardia, isto porque por um lado não se justificava que um shopping estivesse vazio sem clientes e apenas os logistas a contar os minutos para que fechassem as portas e finalmente o bom do descanço ou uma saída fosse possivel, e sair do inferno que é um centro comercial.
Só mesmo quem passa lá mais do que as horas devidas sabe dar valor, ao silêncio, ao ar livre, às paisagens, a tudo aquilo que é viver sem ser dentro de paredes de cimento ou betão ou lá o que for utilizado para a construção do maior flagelo no que diz respeito ao conceito cidadania.
Estou a atacar desta forma e não o fazendo pela primeira vez, porque neste momento existem "clientes" sorry gente podre que reclama porque querem ter novamente o centro aberto até às 0:00 H já agora meus caros que tal as 24 horas abertos, mas com quem não faz a miníma ideia do que é trabalhar nestes pequenos grandes monstros, isso sim era bom.
Os trabalhadores fazem o normal o restante da população queixosa os restantes horários? Boa? Ia ser bom? Ali todo um diazinho fechadinhos como cágados num aquário, hein? Querem mais façam-no vocês se pensam ser fácil.

Aposto que a maioria nem sequer as horas devidas no seu local de emprego (se o tiverem) o fazem.
Tenho como muitos sabem o menor apresso, por aqueles que fazem pessimamente o seu trabalho, que fazem greves atrás de greves, que têm descontos atrás de descontos, e que ainda por cima têm por muitas vezes a lata de pedir estas coisas a administrações de shoppings ou o que for, meus amigos trabalhem no vosso posto da mesma forma, sem serem rancorosos, sem serem levianos, sem serem hipócritas. Depois temos também as falsas tias, os falsos compradores, os falsos ricos, os falsos que apenas querem gozar com a cara de quem para eles lhes sorri, lhes abre as gavetas mostrando tudo o que têm, os fazem vénia. ATENÇÃO somos pessoas também, podemos até ser mais dinheiro, ter mais educação, ter mais berço, ter mais onde cair mortos do que vocês caros hipócritas.
Aos tristes de espírito, e ricos em falta de respeito, não se entra numa loja quando faltam dez minutos para fechar, não se entra porque aquelas pessoas podem ter estado ao vosso dispor desde a abertura de um shopping enquanto vocês estavam na cama a roncar. Não se faz pouco dessa forma é a forma mais estupida de dizer eu SOU UM SER DESUMANO.

E depois não façam pedidos deste genero de mais horas abertas, quando nnão têm dinheiro para gastar, não é a meia noite, nem dez, nem onze que se compra o que quer que seja, têm mais tempo, se não o têm arranjem-no e uma outra forma, não somos criados de ninguém, nem vos limpamos o rabo.

Há filhos e filhas, pais e mães, namorados e namoradas, há maridos e mulheres, há familias que se dilaceram aos poucos que se distanciam por estes factores, entendem?
Devido ao vosso EGO muitas delas podem acabar por virar verdadeiros estranhos.
Há mais do que o capitalismo estúpido que se vive.
Quando chove há revistas, teatros, concertos, há também um sofá, um abraço que vos espera, não sejam tão vazios. tão pobres.

O que quero com isto dizer é que não adianta o número de horas que estão abertos estes espaços porque aos olhos de um insensivel todas as horas serão tidas como poucas, não somos um hospital de desemparados. Arrangem uma vida!


Não peço desculpa aos ofendidos nunca me pediram a mim.
Pago com a mesma moeda.
e se podesse ainda acrescentava algo vão-se...

sábado, 18 de abril de 2009

Revirando o baú das folhas soltas...

Encontro...
comigo mesma...







Deixando a mão desizar pelas folhas de papel...

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Mais art do baú

Oiço agora Neruda, um som muito suave e doce que me embala a alma...

No meu baú há de tudo, por mais estranho que seja, pedaços de papel manchado com tintas gastas, tenho também pedaços inacabados de letras, desenhos que não levam ao sonho, frases feitas do desfeito que era a vida, enfim... tem um pouco de mim em cada quanto...



Mais um pedaço do meu Baú, abrindo o céu a vós...
Deixo de ser assim um segredo...


http://pt.netlogstatic.com/p/oo/012/244/12244385.jpg

Está a dar que falar...


Mais um sucesso, mais uma prova, mais uma prova que por vezes o aspecto não é tudo, incrivelmente aqui fica...

http://www.youtube.com/watch?v=lBTVdnWj1hM&feature=haxa_popt00us01


Hoje foi o dia da voz...

quarta-feira, 15 de abril de 2009

In love

Tenho um péssimo defeito fico in love facilmente, por vozes...
por sons, por melodias.
hoje foi um dia em grande nesse campo, para além dos grandes devaneios que tornei publicos,
também me matei a ver filmes sobre ballet,
claro que só posso estar no meu auge,
ao ponto de ter também devorado um livro (em menos de uma hora),
a isto tudo um novo amor (vá uma paixaozinha) que vai aumentar pelo que consta
ora isto é magnifico...

Tracey Thorn...

(oh father i so dearly miss it)

E CÁ FICA

http://www.youtube.com/watch?v=DxX1E6IAKnk

E
AINDA...


http://www.youtube.com/watch?v=CMTr2uRA3xU
provavel nao abre
provocação tentem...

terça-feira, 14 de abril de 2009

Ouvi uma das melhores piadas

Ouvi agora no telejornal uma das melhores piadas do Mundo!
A Igreja (católica) está preocupada com a tal da "crise", daí está a pensar encontrar empregos, para os que infelizmente não têm, e ajudar assim toda uma sociedade.

Agora deixando de ser hipócrita, meus amigos, será que têm noção da riqueza que existe na tal dita Igreja benfeitora? Será que há dúvidas quanto ao número infinito de dinheiro, e riqueza que por ali anda?
Será que os tais benfeitores não pensam que talvez se pagassem como todas as outras instituições religiosas ou não as contas, declarando IRS, etc, etc, etc... o Mundo podia estar muito melhor.
Será que têm noção do número de ouro possuído pelo Vaticano, que poderia salvar todas as crianças, adultos e velhotes com fome?
Será que há a noção da quantidade de lugares no ceu vendidos em cada Missa poderiam dar uma refeição a um ser sem possibilidades.
Será que não há consciência que a FÉ tem que ser para além de todos os euros conseguidos?
Será que não há consciência pública de como se tratam os seres humanos, será que afinal a Igreja é a primeira a não entender a palavra de Deus?
Será que não ficou claro os mandamentos, será que apenas os fieis têm a obrigação de dar algo?
Eu não me vendo, nem estou à venda.
Por isso que não me atirem poeira aos olhos, pois de vós Igreja estou eu farta. Farsas já me chegam as teatrais que acabam a cada descida de pano, as vossas guardem-nas para vós, os falsos de amor.

Devaneio da minha pessoa...


Muito do belo que és, vem de dentro, do ventre de quem te gerou.

O teu reflexo, pode bem ser o reflexo de uma colecção de coisas variáveis a cada ser.

Se tudo te pareçe soar certo, imita o teu próprio eco.

E afinal quem és?


É uma chamada de atenção

Lembro como pegava no lápis, olhava o seu bico afiado e começava a deambular pelas folhas marcadas.
Lembro que me irritava, tornando impossivel o meu respirar, que por mais simples que fosse faziam-me falta; as vírgulas, os pontos, todos os traços que me dariam aquele especial descanço ou pausa.
Tentando uma e outra vez fazer o roteiro pelas folhas do livro, e nada. Uma e outra tentativa falhada, eram todas as regras esquecidas que me deixavam sem alento, sem vontade de seguir viagem.
Tudo ali faltava, tudo ali era um erro de gramática.
Trémula a mão que desenhava, as vírgulas, os traços, os pontos, as interrogações as exclamações e com isso dava vida a algo que deveria ter tido vida desde o seu inicio.
Hoje, sei que tudo pode ser uma chamada de atenção, ao que se perde com mensagens rápidas, com comentários em que nada faz sentido gramaticalmente, onde todas as figuras de estilo são esquecidas, onde as regras são colocadas de parte; sei que pode ser muito bem um apontar de dedo tão critico para o nosso agravamento da escrita, sei que pode ser um grito para toda a falta de respeito que todos os dias cometemos, sei que no fim quem sabe não iria brincar assim sem querer com tamanha "coisa" séria.
Mas se não for pedir muito, pelo menos os que devem ser defensores da arte da escrita não sejam "comidos", "comprados" com tais calões, ou girias que se formam, porque se por eles acabar a dádiva então que será dos que a procuram?
O que será dos que ainda precisam de uma vígula ou ponto?
O que será da espera pelo próximo capítulo, o que será da grandiosidade da escrita?
Se também eles se esquecerem da nossa gramática?
Já é triste perder o nosso crédito, não se percam também as boas gramáticas de todos os tempos, a nossa.

Sinto Assim A Chama


Eu Sou, uma criação de um ser Maior.

Uma máquina viva de um sonho de algo desconhecido.

Sou a alquimia mágica de Deus.

E SOU VIDA.


Eu Sou, a alquimia perfeita do SER CRIADOR.

Senhor, creio-te pai e sinto em mim Tua Alma...

Contigo SOU UNO.


Obrigado.


quinta-feira, 9 de abril de 2009

Lanço convite

Musica

que mais poderia ser... muita coisa...

vão estar na fnac de cascais (cascaishopping) os Cruzumana num concerto ao vivo, para quem quiser ver a multifacetade apresentação, fica o alerta.
sábado pelas 17 horas música com um estilo próprio...

terça-feira, 7 de abril de 2009

Fui ao Baú Novamente


Para fazer rir alguém... (esta foi para ti Helder)


Não sejas mau...






Tela or canva (gosto de ambas as palavras) com mistura de materiais, folha de ouro, papel, metal, aparas, acrilicos e óleos...




A Eternidade ou a Juventude ou a Imortalidade

Longevidade

O ser humano preocupa-se penso que desde sempre com este aspecto da sua existência, e questiono-me porquê?
Será o medo de de um momento para o outro deixar de existir e passar a ser uma incognita?
Será o mistério de algo que se desconhece que nos fascina mas deixa também fragilizados?
Será a nossa forma egocentrista e egoísta de continuidade que não nos deixa aceitar o fim?
O que existe em nós que nos coloca na buscar incessante de algo que nos prolongue a vida, para além dela mesma.
Muitos são os filmes que debatem e forma mais ou menos séria esta nossa faceta mecânica de ser. Aliás se estou agora aqui a escrever deve-se a um episódio que uma serie que por acaso me consegue manter atenta durante todos os episodios que sejam imitidos na minha singela e piquena presença, falo da serie "Supernatural", gosto, porque talvez um dia tenha sido uma lunática de filmes de terror, que hoje está mais controlado o devaneio, sim porque de facto era algo de grande; dos quais a maioria deles exerce foco exactamente no que aqui me foco, a eternidade de uma vida, agora como se mantem essa longevidade isso são outros tantos...
Puxando ainda os filmes, temos Frankeinstein, toda a gente já deve ter visto pelo menos um filme, não importa se viram aquele mais antigo a preto e branco ainda, onde tudo é assustador, pela música pelo cenário mais pobre, pela forma teatral como se representava, pelas expressoes mais macabras que se oferiam na tela, até aos de hoje que de assustadores pouco ou nada têm, confesso que até por vezes tenho um certo dó e pesar pela personagem, bem mas continuando na minha deambulação pelo assunto em si, a verdade é que ali se procurava a perfeição, o Homem perfeito, a vida perfeita, e com isso também uma eternidade ou imortalidade do ser.
Depois temos os que procuram a fonte da juventude, que se tratará ou não de uma fonte de água com características especiais que prolongam a vida, dando a juventude como uma garantia.
Temos também os pactos com um senhor dito cujo cornudo, o qual não escreverei sequer seu nome, pois o meu asco não mo permite.
Temos também as gentis mordidelas nos pescoços brancos, espectantes pela mordidelazita mais sangrenta de um ou mais Vampiros, o que dará ao mordidos caracteristicas muito especiais...
Formulas quimicas também as há, que criam um liquido quase sempre azul claro, assim uma especie de seiva vinda não sei de onde, estou-me a lembrar de "A Morte Fica-vos Tão Bem" com Bruce Willis e as suas duas meninas mulheres que lutam andas pela atenção do dito cujo senhor, fazendo a compra do tão frasquinho da fonte (mais uma vez a fonte) da juventude e eternidade, chegando ambas a perder pedaço a pedaço do corpo mas nunca a vida, o mesmo que opta por envelhecer, morrer mas nunca deixar de ser.
Agora saindo um pouco desde ambito cinematografico e passando à nossa realidade, quantos cremes para se manter uma pele jovem, imensos, eu mesma já comprei alguns, mesmo quando nem rugas de expressão tinha, ah pois é, arriscando-me a ter uma pele de dentro do útero de minha mãe, sim porque se sem rugas se usa, só podemos aos poucos começar a ter pele de bebé, e depois disso de embrião, penso eu, lol...
Desde comprimidos para isto e aquilo, mas resultados raramente se notam.
O botox, ou cologénio que agora está tão na moda.
As operações a isto e aquilo, o puxa e estica, e puxa e puxa, de forma que ficarmos tão puxados que realmente a palavra longevidade se pode aplicar até onde a pele se estica (longe) e estica e estica... Agora parecem realmente mais novas/os ou esticadinhos? Vamos comparar uma camisa acabadinha de sair da máquina de lavar, toda enrrogada, seca e tal, passamo-la a ferro, deixou de ter vincos, mas ficou mais nova? I don't think so.
Viram hein a minha analogia drástica, reduzo tudo a coisas domésticas.

E agora digam-me porque nos preocupamos tanto com isto? Qual é o verdadeiro medo que se esconde? Será que a fragilidade do Homem está no curto espaço de tempo que este julga ter?

Eternidade
"é um conceito filosófico que se refere no sentido comum ao tempo infinito; ou ainda algo que não pode ser medido pelo tempo, porquanto transcende o tempo. Se entendermos o tempo como duração com alterações, sucessão de momentos, a Eternidade é uma duração sem alterações ou sucessões." in Wikiquote

Imortalidade
"é um termo utilizado para designar uma vida ou existência indestrutível, que se auto sustém." in Wikiquote

E para acabar o que farias se a fonte de toda a juventude existisse mesmo, e se te dessem a escolher te-la, o que farias?

segunda-feira, 6 de abril de 2009

No Baú das Folhas Soltas.... As Minhas... (I)


Fui procurar num velho dossier algumas coisas minhas, umas esquecidas outras nem tanto.
Este espaço vai servir para coleccionar momentos de um passado que ainda me recordo.
São imagens que apareciam do nada numa folha deixada ao acaso umas vezes em branco, outras já com algo escrito.
Tinha o habito na escola, de deixar sempre pelo menos duas folhas no final do caderno para os meus devaneios, quantidade essa que aumentava dependendo dos devaneios que ia tendo.
Lembro que muitas vezes me dava a desenhar o professor ou professora que leccionavam a disciplina, lembro também de algumas aulas de matemática paradas em prol da minha pessoa, porque simplesmente estava calada, sossegada, abstraída e a desenhar o que quer que fosse, por mais estranho isso aborrecia mais o meu professor do que o barulho que os meus colegas faziam, ou as massagens que um outro me dava no pescoço, ao qual pedia insessantemente para parar, mas tinha sempre como desculpa "mas é tão bom!" Nada disso chateava o senhor professor que falava longas conversas com um quadro mudo de o ouvir. Mas o meu lápis na folha azul chateava, aborrecia, parava-o a pontos de fixar os olhos em mim, e eu nem aí para tal facto, até que o meu "massagista" me dizia algo tipo "pára, ele está a olhar para ti!" E sim de facto estava, quando levantava os olhos, os dele encontravam os meus, fazia uma cara de "opss sorry!" E observava então o dialogo mudo entre ele e o quadro preto. Ainda gostaria de saber de que falavam tanto, no qual um se mantinha mudo e estupidamente atento.
Deste professor o esboço do rosto não tenho, acho que me mataria se o fizesse, tenho um passaro que queria liberdade, e eu a minha, para sair dali...

Aqui fica o passaro que me marcou. Desde os seis anos de idade quando vi um desenho em que uma rosa por mais pequena e bela que fosse o espetou, fazendo com que o tal passaro caisse ao chao e morresse, lembro como me caiam lágrimas por o pobre bicho "animado", lembro como o peito batia, e o pranto não cessava. Sensivelzinha demais...
Talvez seja por isso que hoje, não gosto de passaros, não gosto de penas. Ou é pura inveja ou então de facto aqueles desenhos animados criaram uma defesa em mim, não amar algo tão fragil que até uma rosa mata.
Antes tudo acabava em morte... Hoje temos a melhor das formas de acabar um filme... E olhem à volta o Mundo. Que final de filme estamos a fazer?

Aqui fica o meu passaro...

Fadas (ARTE)






Fairies Fairies
Fadas Fadas
Fantasias de Sonhos


Apaixonada como sou por fadas, mermaids, etc, etc, etc... Não podia deixar de evidenciar algo para o qual olho todos os dias, por vezes sem a ver outras vendo-a.
Um anjo matreiro certa vez deixou-me de queixo caido com a beleza de uma arte plástica da qual hoje (porque só hoje consegui dar com o blog) partilho aqui.
Penso que quem faz este magnifico trabalho não levará a mal.
Caso leve peço desde já desculpas a ambos.

Mannus Art
Aqui fica o blog.

http://mannus-art.blogspot.com/

domingo, 5 de abril de 2009

Passeio



Passeio ao Luar

Passeio os meus dedos por entre cada pedaço de ti.
Num segredo vertiginoso só meu.
Calo cada vírgula nos lábios que não se largam.
Deixo ficar o sonho numa tentação nocturna, esquecendo apenas o que quero.
Passeio as minhas pontas por linhas completas de exclamações sobre um assunto delineado para me surpreender.
Queda toda a sabedoria para me tornar presa facil de uma mente mais ardilosa que a própria da história.
Passeio sobre uns números que decifram um conto ou algo mais impróprio da vida.
Deixo que me levem por essas meias verdades que por vezes não existem a não ser onde se criam as ideias.
E vivo a cada passo que dou, porque dentro de uma capa pode estar um Mundo repleto de ser.
Passeio sobre um ou um outro livro que me deixe viver...

Cada vez mais amo as folhas que me dão vida sem eu pedir nada em troca e elas a mim apenas me pedem que leia sem demora.
Assim o faço.

Em cada um deles está uma vida pronta a acordar...


Acordem-me e chamem por mim, clama a minha alma cansada.

sábado, 4 de abril de 2009

Entre Uma Escuridão Que Me Cega A Vista

Entre uma escuridão que me cega a vista




Ultimamente não tenho tido inspiração alguma, e se por breves minutos a tenho não a consigo conter até aqui a postar.
Um sentimento melancolico, turvo e meio disforme apodera-se de todo o meu espaço e tempo.
Há momentos os quais gostava de apenas suster o tempo e desaparecer como que por magia, mas não ainda cá estou.
E com esta frase faço cair um jarro sobre a minha cabeça. Literalmente acontece.
Estou quase, quase no meio da vida, e sinto-a já perdida. Lamento o desabafo, mas por vezes se acabasse seria um alivio dos maiores.
O continuar dos dias por vezes congela tudo aquilo que um dia se julgou possivel, distancio-me cada vez mais de tudo, pois já me é dificil acreditar seja no que for.
Gasta e sem vida e na espera que me leve daqui quem de direito.
Nada passa a não ser os dias e os anos.
Que tédio de vida. Que não acaba.