domingo, 27 de dezembro de 2009

Nos meus olhos ficas...



Music: Gabriel James... Not Enough...
Picture: Somewhere online...

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

AMO-TE EM TODAS AS CORES


Mais que um Natal, ou dia que se apaga e esqueçe como todos os outros, mais do que um 25 de Dezembro, mais do que tudo, amo-te em tudo o que tocas, amo a forma como crias arte, amo a forma como geres o ser, amo a forma como te condensas em tanto, amo a forma como te exprimes em branco, amo a tonalidade mais clara da tua tez, amo o sorriso pálido com que me encaras, amo o som do silencio mudo, amo os rostos marcados pelo profundo, amo o sabor amargo do perfume da vida, amo-te a ti MUNDO.

Não quero deixar em branco este dia, mas também não o quero transformar em algo que não acho que seja, quero apenas deixar a marca do amor, como se uma petala de flor da mais bela, aqui ficasse pregada, a ti que lês um abraço, aos que amo mil abraços, aos que comigo caminham, aos que não caminham, aos perdidos, aos achados, amo todos de formas distintas mas amo todos a cada passo...

Desejo-vos tudo de bom, um bom crescimento a cada dia...
Hoje não é Natal de consumismo, é apenas e tão só amor...

Um beijo em cada rosto pelo qual os meus olhos passam e gravam...
Cada um tem um sabor a vida diferente, que eu por vezes conheço...
Amo-vos.


PS a cada que me lembro:


Pai: Obrigado por me dares a vida.
Mãe: Obrigado por me trazeres até aqui.
AvÓ: Onde quer que estejas, nunca sairás de dentro de mim.
AvÓ: AMo essa tua forma de ser poetica.
AVÔ: Apesar de apagado sei que existes.
AvÔ: Amo a tua forma de amar.
Ti: Minha maluca linda...
Tio: Obrigado por amares a minha Ti.
Pimo: tolo maluco... sê feliz, mostra-te.
Prima: Ainda sinto a lágrima derramar por ti... amo-te, marcas-te pela doçura. Obrigada por teres feito parte da minha vida.
Aos amigos que se fazem: Ui, há uns que nao esqueço nunca, uns que vou esquecendo pequenas coisas mas gravando outras.
Aos que menos amigos me ensinam a amar mesmo assim, obrigado.
Meus bichos, ai são um mundo de imaginacao... sempre. Obrigado aos que me acompanharam em tantas brincadeiras...
Rafael: Amo-te de uma forma tão bela, que até eu desconheço...
Jesus: Oh ceus, onde andas tu que não tomamos o tal café... Sabes tudo.
Anjo: Andamos sempre tao distantes...Acorda-me.
:.... Seres obrigado pela Luz.

sábado, 12 de dezembro de 2009

WAIT


There's no solid ground in here!
Wait,
you may fall deeply here...
I'm telling you,
there's no solid ground.
If for some reason you get in the knees of yours,
can't blame me for it.
Listen, you can't blame me for it...
All your fault...
There's no solid ground in here!
Never was solid...
You may crawl into that deeph,
not me to rescue,
I'll be still,
There's no solid ground!
Special in me.
Wait...
Here only earthwake,
only darkness,
I'll not stand by...
I let you know already...
Here,
there's no solid ground.
Ear me,
no solid ground...
Earthwake only...
Nothing's solid...
Earthwake of shadows, I'm warning you...
Nothings solid in here...
Not even me...
See it...
Wait...
No solid ground, everything just fades, fades...
Wash, wash...
Earthwake in here,
The ground in earthwake...
No safety in...
Nothing's solid in here!
Not me...

YOU


Faded face in the mirror, I do not recognize, could say it ain't mine.
Strangers, right in front of me, strangers that I really don't see.
I can only see how the calendary moves, day by day, the threes change, the sky moves from light blue to dark, the ,lines appear in the sky, and my face runs to shadows as the world passes me by.
There are no mornings, or lightly days, there're no nights; the only thing I get to find, are these strangers with unknown names that tell me "Hi!".
I stand still with my open eyes, and still, and still... Until the moon ask my tears to start to die...
Sometimes, I wonder: Where's my grandmother? The one I so dearly brush the hair, where's she, the one my eyes cannot see, the one my body can't no longer hold, where's she, the one my life misses the most... The one I could not say "I love you" before she was no longer here...
Sometimes I wonder, does she think of me still, can she still talk to me?
It's more than a sorrow in my heart, it's like a clift that my soul crave in...
No longer I feel love... When she was here, even doubth was weird, I deeply knew she loved me. No longer that feels real...
For my eyes light is so far from here, and life was along with it...
For the strangers to face me still, I carry the smile that all believe in... But for a long time I am dead inside, if even I was ever alive in here.
Wrinkles comes, and I don't truly care, my hair get's white and well it's like the beginning of me, what I can't is live in here where the birds no longer sing... So fade in, fade in...
Once, the heart went away, and I don't know where it went for, I just let it go...
And darkness came to stay along my way...
So exocentric, so demanded by, so fearfull, so dead inside... So lost in the road of no hope or dream to come, some already run as I pass them by...
If there's a place I can stay in for longer, that place ain't on earth, ain't in here, it's way pass earth, way far from here...
For nothing I run, because in all woods I may find myself, I know, I'm still alone, so nothing diferent from childhood grandmother, nothing diferent, just outside, inside I still carry all that pain inside... Inside everything matters to me... Inside every pain, word, thought it's caught by. Nothing truly diferent grandmom the little girl you listen too still be tear apart, in every journey she walks by...
Ain't not stronger granny, I ain't that strong to hold on, ain't that easy when you aren't around, ain't there easy as life fades in me...
How I wish to have your hug around me in every day, I just hold myself wail the tears wet my soul...
Maybe sooner I'll be around with you... I hope you still remember me... I hope my soul still recognize yours... How I miss being at home...
I miss home, like many don't know how...
My strangers scare me, my strangers are m company, but I, I miss Home so dearly miss it...
I see no longer the road, I see no longer hope, I see no longer...
I see nothing more...
I amd dying in, I know I am dying in...
For all these years I know my funeral it'll be only for earth, because for me was a long time ago...
I so dearly miss my home...
Dearly miss in...

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Heterónimos...

Apesar de não ser grande apreciadora...




Adoro esta sonoridade... organicamente bem conseguida... viagem ao meu ID...

domingo, 29 de novembro de 2009

M


Mentiria,
se disse-se que não sofro.
Iria ainda mais baixo,
se nega-se todas as lágrimas
que de consolo caiem no meu veú.
Seria, injusta
se em vez da verdade que trago
fizesse eu um sorriso
para camuflar a minha dor
Minto,
cada vez, que uso "está tudo bem"
Sei, que nego tudo
por medo, de não haver mais qualquer tipo de saída...
Mentiria,
se não te disse-se
que o mais dificil não é o viver acorrentado.
Minto,
sempre que posso
por não te ter ao meu lado.

I'll always love...




ALONE

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

In my bossom




ALthough you may feed yourself on them
You will never taste a tiny bit of my blood
Or even, drink my poised milk.
It isn't the fact of denied truth
that will keep my eyes attached to you
Not even a bit of me
Not even a tiny shape of my glass
you will see.

For many ages, I've been here to stay
Able to lock, close, and dennnied
Your forsaken dreams

I'm your widow
Your whore
But, the slave it's always your own soul to mine
I'm more than the vampire you need
I'm more than the desert you seek
I'm forever the nightmare that craves you into drakness shapes
Until awaken dreams make you see me for real

You wont ever see the colours inside of me
Before I'm forever gone.

Viver sen ti....

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Surprised... dancer

Feroz como o Talento __ Music

Adam Lambert.... assim nasce mais uma fúria de palco...


(2009 _ filme 2012)

Piano



Tocava-te como se um caminhar prolongado se trata-se nossa arte.
Embalava o corpo no teu sussuro baixinho, baixinho, para que ninguem te ouvisse.
Baixava os olhos, que te viam no fundo do quarto escuro de sombras,
guiava-me pelo agnostico gemer das cordas...
Ia, até bem fundo de mim, encontrava o silencio, e tu desvanecias no presente...
Tocavas baladas em cada nota, cada tecla do piano sem cauda, guiavas o meu hemisferio
para qualquer lado que fosse, menos aquele em que não te tinha.
Partias, sempre no final do refrão, sempre, quando o meu ser já não te acompanhava só entre a multidão.
Tocavas, para todos os que fossem, mas a mim tocavas-me no teu mais puro silencio.
Piano, onde os segredos de ambos deambulavam, segredos ali se guardavam, entre as cordas de um fiel contador de notas arrumadas...



sexta-feira, 20 de novembro de 2009

SOUBERA EU QUEM SOU




Que magnifico o teu olhar,
que com suavidade repara na vida...

Que bater tão intenso,
que luta por uma tal igualdade...

Que vida a minha e a do outro,
que se cruzam em vão...

Que o meu e o teu,
se conjungam num só, Mundo...

Quisera eu ver-te feliz óh Vida...
Quisera eu saber-te igualdade...
Que miséria que incomoda o meu pesamento...
Que ódio, por nada ser perante ti, miséria...
Quando me tocas, sei-te conhecer, óh dor...
Que me atormentas...
Óh dor, onde está a nossa igualdade...

Quisera eu falar por Ti, e saber-te igual a mim, óh HOMEM...
Que de cor, raça, lingua nada nos ultrapassa que não seja igual, em sina...
Que dor, esta que me mata em toda a caminhada,
onde andas igualdade?
Onde andas TU, óh HUMANIDADE!



PS: gostaria eu que um dia tudo fosse justo, sem fome, sem dor, sem esta mágoa...

terça-feira, 17 de novembro de 2009

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

No teu som


Embala-me no teu som a doçura de um manifesto e continuo desejo, por ti...
Como se o corpo fosse já a alma perpetuando o acto...
E eu mera aprendiz de vida...
No sopro vinyl teu que me prende ao fascinio...
Clave que não vejo, mas sempre sinto dentro do peito que tenho...
Embala-me o corpo vestido de desejo, por momentos apenas o que sinto é real
e o que quero bem mais que uma nota...
Belo entardecer, suave descoberta...
Embala-me o ritmo no sossego do colchão rijo em que te espero...

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

O fragil que somos

De um momento para o outro a vida altera o seu estado, como um pedaço de agua que congela assim que o frio chega.
Também nós nos transformamos de um momento para o outro, sem demora, sem avisos.
Partiu, um grande amigo, homem forte em personalidade e convicção, assim, como um apagar de velas deixando o seu rasto.
Fragil essencia a nossa que nos tira a vida sem aviso previo, sem ordem ou regra...
A ti João muita luz...
Um bom caminho...

domingo, 18 de outubro de 2009

...

É no canto que fico, vendo-te passar, estranhamente sóbria de uma droga que não tomo...
É na cadeira sem forro, já gasta que me sento, sem esperança...
E tudo isto é um futil passatempo de momentos mudos, sem mim...
Não sinto o ar, não sei sequer respirar, e nada mais importa porque no final tudo acaba, e contra isso não há modo saudavel de parar tal raiva...

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Nas pontas dos dedos....

Tu e eu, enlançando ambas as mãos como se o destino nos uni-se em alma e corpo. Era ficar a olhar o vazio, cheio de nós e pleno de sabor, era deixar a respiração ser una e os olhares prontos para o mesmo objecto nu, fosse um tecto, uma janela, um espelho, um rosto, um peito, fosse, fosse pedaço de nós em cada esquina, ficavamos ali, prepetuando o acto, o espaço, o tempo, a dádiva e nós...
Olhava sem descanço os teus dedos que seguravam as pontas dos meus, com a maior das delicadezas como se preciosas fossem as minhas mãos, olhava-te o sorriso matreiro com que miravas de soslaio os seios mortos já de te amar...
Amava-te, em todos os instantes que te retinha em mim, na cova piedosa que fazias ao sorrir, no jeito como o teu lábio se curvava ao dente que o mordiscava, a forma como distraídamente passavas o olhar nos contornos, eras sempre doce, meigo, puro, e macho.
Eram sempre as "brincadeiras das pontas dos dedos" que nos atiravam de volta a um rir descontrolado que nos levava a ambos para as bocas famintas, era sempre a brincadeira das pontas dos dedos, que nos faziam começar tudo de novo até novamente a calma chegar e nos deixar novamente absurtos em nós, nos contornos, nos gestos, nos passos simples do ser...
Senão fossem as pontas dos dedos que brincam nunca descobriria o quanto te amo em cada minuto de vida, senão fossem as tais pontas com as quais tu e eu ligamos a vida não saberia eu sonhar-te assim, como se uma pequena vida fosses em mim...
E tudo o resto amor é silêncio e mistério...

domingo, 4 de outubro de 2009

Os ácaros do Euro

Assunto: Ridiculamente ridiculo os problemas dos ácaros.


Nova teoria: Os Ácaros dos Euros


De acordo com o meu novo agente de post's, segundo ele, deveria escrever esta minha nova teoria, diz ser importante, e eu claro cá estou, é obvio para desanuviar o cerebro que anda em colapso mental, a precisar de fortes inspirações por este mundo pequeno fora.



_ Verdade. Todos nos queixamos que desde que o raio do euro apareceu tudo parece mais complicado, ultmimamente até se fala numa tal estrela de seu nome "A Crise", tal não é ela a mais famosa de todas que corre o Mundo, em todos os cantos, tangendes, catetos, hipotenosas, etc, etc, etc...
Pois, descobri, ou pelo menos surge-me assim do nada, uma hipotese credivel, vá, para não dizer alucinada de como justificar esta "fase" menos boa de todos nós, a falta dos euros, deve-se a...

Pois a...

A uma nova especiem de ácaros, que ainda não foram descobertos, mas que algum cientista mais louco que eu, possa vir a descobrir (ou não).
Sim, porque reparem, como se explica que assim que se ganhe o euro ele pufff, desaparece das carteiras, da conta bancária, enfim, onde está o Euro seguro? Lado algum, isto porque tem no seu cerne o problemático do ácaro que se alimenta do seu papel doce (só para enfatizar) e o devora (como se fosse um magnum)...

Reparem: se o papel do Euro for realmente efectuado, num papel concebido já em ácaros minusculos, tão minusculos que ninguém os veja, nem mesmo nos equipamentos de detecção bacteriana (se não virem melhor, nunca saberão se estou certa ou errada), e com isto leve que o pobre do Euro, em culpa alguma seja lentamente ou mais rapidamente devorado, deixando-nos tesos.

Estão a ver a ideia?
O problema está no papel.


Dúvidas?

(Muitas)



Quase impossivel tal disparate ser veridico, mas caso o fosse, como no seculo XVI também no sec- XXI o ácaro estaria no tribunal, no banco dos reús a levar com todas as Leis, existentes ou não, condenado a uma prisão prepétua, mais indemnizações a tudo o queixoso, agora imaginem os milhões, biliões que se iriam fazer... Tudo por culpa do: Ácaro.

by Catia Roque

"E esta hein?" famouse sentence by the portuguese journalist Fernando Peça

Insónias

Não se fecham os olhos
Para que com eles o sonho não invada
Para que com eles o sonho não invada
Não se fecham os olhos

Insónias, sempre, sempre
Assim atrasa o tempo
Atrasa a demora
Insónias, constantes, constantes
Assim me esqueço
Atrasa o resultado

Não se fecham os olhos
Não vem o sono
Vem o sono
Mas não se fechem os olhos
Não venha o sonho
Que a madrugada tardia mostra
Mostra sempre pele fria
E tudo o que me tomou no sono
Não se fechem os olhos
Que com eles tudo vejo
Seja de noite ou de dia
Tudo me leva ao pranto
Cansada do caminho
Esgotada na verdade
Não se fechem meus olhos
Caso o façam nõ me mostem mais a verdade minha

Insónias, insónias
Quantas mais menos minhas lágrimas se derramam
Insónias, insónias
Que o medo de os ver se torna cada vez maior
De todo não quero ver a perda de quem amo...
Insónias mil que sejam
Não me tragam é presságios de morte.
Minha alma de velha, cansada fica
E meu corpo já cá me abandona.

Insónias mil que sejam...
Mil ou mais que sejam...
Não me mostrem mais nada...

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

terça-feira, 29 de setembro de 2009

....lá no palacio dos cristais...

A ausencia que te perturba o espirito, levando.te em cada dia morto em ti...




Não sofras Pedro...
Tudo estará bem, um dia...
Os meus olhos acompanham os teus, em toda a vida.
Pois sempre foi para toda a eternidade...

....

Não me derreto nos teus lábios, que em veneno me falam.
Não oiço as tuas palavras mortas de sentido.
Não te sonho sequer acordada.

....


SE O MEU ROSTO ENCONTRAR O TEU, É PORQUE A VIDA NOS ENCONTROU...
A AMBOS...

domingo, 27 de setembro de 2009

Maravilhada

Será que posso maravilhar-me com tão pouco?





Honestamente maravilhada...

domingo, 20 de setembro de 2009

.....compassos meus.....

sou um livro de folhas soltas
meio envelhecidas pelo tempo
meio gastas pela pouca leitura
meio perdidas nos sonhos e pesadelos
mas sou um livro
à que le-lo...

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

FÉ, ALMA, CORPO... MAS NUNCA PECADO



Um hobbie que cresce em mim...




Cat *ConfessionsOUL*



The lord of us
the real cat miau*





A FÉ





ALMA




~




NUNCA O PECADO

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

...

a minha espera no teu caminhar...
tão lento como o meu sonho
raro como a esperança

Conto: Os nossos reflexos nus...

Cheirava àquele cheiro habitual de estação de comboios, quando o cheiro da terra molhada encontra também o cheiro das ferragens dos cabos por onde os comboios circulam, em pleno Cais do Sodré, onde muitos de nós passamos sem dar conta, onde vidas que mais tarde ou mais cedo já se cruzaram um dia, ali onde uns entram na cidade do pequeno caos e em que outros a deixam seja para seguir até ao outro lado do Tejo, quer seja para fugir até ao mar de Cascais ou arredores. Por ali, tudo passa, desde o descalço mendigo que cocheando vai ganhando a esmola do dia; ao mais conceituado presidente de um banco, ou empresa, ali tudo passa pelo pica, pelos condicionamentos de um lugar já ocupado, a uma reserva em pé de um lugar encostado a uma porta entreaberta...
Não importa a hora, há sempre alguém por cada carruagem que se passe, nem que seja apenas um individuo a ajeitar a gola do sobretudo, ou uma senhora que ve sem reparar as imagens de uma revista cor-de-rosa; nunca vi em muitos anos de caminho, uma que fosse vazia e mesmo quando ao entrar vazia me parecia passados minutos enchia de vida e gente...
Num desses dias, onde a chuva não sabe se quer ficar ou partir de vez, encontrava numa das carruagens Luísa, com os seus cabelos loiros apanhados num carapito de forma a não ficarem encharcados em água, lia silenciosamente um livro de capa verde azeitona que as letras sobresaiam em amarelo fosco, mas não conseguia le-lo do local que me sentava, estava no mundo que o autor criara para ela, tudo o resto era inexistente.
Por sua vez, Ricardo, seguia só no ultimo banco da carruagem, com o seu record na mão, lendo algum apontamento sobre o jogo de Domingo, em que o Benfica, clube de sua eleiçºao tinha feito um daqueles jogos que não se esquecem, tinha cabelo escuro, negro mesmo como o carvão, uns olhos intensos, que de tão intenso que se tornava o olhar afastava os olhos de quem quer que fosse dos seus labios vermelhos carnudos, era um homem masculo, uma figura que poderiamos ver em Milão, ou numa passerelle em Italia, era mais que perfeito, como diria uma amiga minha um Adonis, do qual nada era exagerado, mais belo que qualquer homem que tivesse visto, marcava presença, e mesmo assim continuava um homem humilde.
Reparava como ambos não se tinham ainda visto, nem cruzado, pelo menos que eu desse conta, reparava também que ao olha-los uma imagem se criava, um dia as suas vidas iriam ter que se cruzar, um dia que poderia ser hoje, ou no dia seguinte, mas que de certo se cruzariam, uma vez que ambos tinham algo a conhecer e descobrir, estavam ali nãp por mero acaso mas para serem algo na vida um do outro, o que só a vida lhes mostraria...

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Enquanto te sonhava

enquanto te sonhava, o dia trazia a chuva e a madrugada, levando o teu sonho para longe...

EXTREME-MINDS UM NOME A RETER

EXTREME-MINDS

GRUPO EM PROL DA ARTE, UMA MANIFESTAÇÃO EM GRUPO EM DEFESA DE TUDO AQUILO QUE VIBRA E VIVE DE ARTE
DA HARMONIA DA CRIAÇÃO COM O TALENTO DE QUEM PRODUZ O RESPECTIVO TRABALHO.

AOS QUE AMAM:
- LITERATURA
- FOTOGRAFIA
- ARTES PLASTICAS
- MODA
- MÚSICA
- ENTRE TANTAS OUTRAS FORMAS DE EXPRESSÃO ATRAVÉS DE UNIDADES LIGADAS AO QUE A NOSSA MENTE E CORPO POSSAM PRODUZIR, VISITEM E REVEJAM-SE NO NOVO GRUPO QUE QUER E VEM PARA ABANAR MENTALIDADES CONCEITOS ORDENS E TUDO AQUILO QUE POR VEZES NOS PRENDE A IMAGINACAO E A CAPACIDADE DE IR MAIS ALÉM...

EXTREME MINDS

EM MYSPACE
EM HI5
EM SITE

WWW.EXT-MINDS.COM

terça-feira, 8 de setembro de 2009

...

Numa discussão cada ego tira o seu partido, independentemente de tudo o resto...

Não há verdades absolutas, todas partem de principios distintos...

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Deixado ao acaso




Já não sorria, apenas olhava o chão sujo, por onde os seus pés passavam, pisando, pastilhas esmagadas pelos múltiplos pés que por elas iam impregnando mais um pouco de uma história de solva de sapato; papeis embrulhados por mãos mais ou menos usadas pelo tempo; bilhetes de lotaria sem prémio que um jogador mais frustrado deitara fora; pedras de calçada que escondiam tesouros entre cada uma das fendas que existiam pela rua estreita e velha.
Alguém perguntara quantos DNA's haviam por ali espalhados, alguém pergunta quantos pedaços de nós mesmos deixamos ao acaso, por essas ruas do planeta, imprimindo dados biológicos por todos os cantos de um Mundo. E nunca paramos para pensar no perigo que tal informação possa ter, nem na probabilidade de estarmos sem estar em algum sitio, seja ele qual for.
Um dia também ele, João, tinha estado num sitio, sem nunca ter estado; e por esse mesmo motivo, hoje deambulava à procura de si mesmo, de uma esperança, de alguém que lhe disse-se não estás louco ou demente, que afinal ouvia um erro de perícia, que afinal estava onde realmente dizia estar e não onde todas as provas indicam a sua presença... Mas isso não acontecia, parecia que nunca iria acontecer, por mais que andasse pelas ruas, à procura de algo que pensara perder, nas mesmas ruas que alguém dissera vê-lo, onde provas indicavam tal presença, mas onde o mesmo nunca tinha estado, a não ser cinco anos depois de ser acusado de fruto, depois de ter passado três anos numa prisão, onde ninguém se dignara ir vê-lo, nem levar um maço de cigarros, nada, todos se tinham voltado de costas, fingindo não saber seu nome, era ninguém.

Photos By Confessions


quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Teatro Chapito



Na ponta da navalha, ou da saudade, anda por aqui uma saudade enorme de Teatro, de espectáculo, de criação...

Teatro Chapito, que sempre nos habitua com espectaculos diversificados: fazendo-nos descer ao tempo em que com berlindes, bonecas brincavamos e sonhavamos tornar o Mundo num sitio mais agradavel para viver; ao mistico, ao musical, dramatico, tenebroso, e tantas outras formas de nos espantar a alma e fazer exclamar uma admiração mais que requintada...
Neste momento, vejo que o mesmo teatro está no palco do CCC (Caldas da Rainha) com um projecto dedicado às crianças, onde o sonho, a realidade, a vida, a imaginação não faltam. Onde movimentos, gestos, sons, cores dão cor e vida a uma obra de arte... AGORA EU ERA...

http://companhia.chapito.org

Uma Paixão Antiga



Uma paixão antiga que ganha vida nas minhas mãos.
Adoro pintar, juntar cores, tintas, deslizar os dedos e marcar uma tela com o que seja a minha criação de momento.
Adoro música, e secretamente criar sons meus, e meus unicamente...
Adoro, dançar sem que ninguém me veja, e fazer os maiores disparates escondida do Mundo...
Escrever, liberta-me, sempre o fez...
A fotografia, de tempo a tempo vinha ter comigo, mas não perdia muito tempo, talvez porque as máquinas não me permitiam o que estas digitais deixam manobrar, talvez porque gastava muitos rolos, sem atingir o que queria, enfim.
Hoje aos poucos divirto-me com máquinas que fazem projecções do que for, do que seja, de quem for, e como esteja...

domingo, 30 de agosto de 2009

luz a ti Daniel


ACTO IV


A ti meu querido menino Daniel, que deixas uma vida por viver...
Não há nada que possa ser dito, porque ninguém pode fazer com que voltes, tistemente digo ainda faltava tanto para ires... E já foste, sem sequer te despedir...
Desejo-te tudo de bom onde quer que a tua alma hoje esteja.
Não estou de luto, mas triste sim pela ausencia tua.








sem palavras...
atómica a noticia triste,
da tua partida sem aviso.

incredula certeza de adeus
a todos os que deixas em Terra
sinto-me triste.

não há,
de certo não há
exclamção ou questão a ser feita
de forma correcta
meu amigo, partiste
e por isso sinto-me triste

não quero pensar nas mil e uma coisas
que a ceifa te roubou
nem sequer pensar na dor que em teus pais nasceu
o injusto que se torna
e o insustentavel que o teu lugar
hoje, perdido
já não ocupa...

triste por ti
que eras um miudo
com sonhos
e tanta coisa ainda por saber
triste
pelo teu sorriso desaparecido

onde estarás
que estejas bem
sabendo quem és
e onde estás
sem que a margem te deixe qualquer duvida.

prefiro, julgar-te vivo
do que numa cega morte.
até um dia,
quem sabe...

que toda a luz te guie
no ponto certo
para o local exacto
sem distraccoes
sem amarras
qualquer coisa,
por favor grita...

deixarás sempre saudades

...
LUZ...

sábado, 22 de agosto de 2009

levo


escrevo-te, para também te dizer adeus, nada de mau levo, espero deixar o mau no baú, espero que arda toda a dor.
levo o amor, comigo no peito, o platónico que comigo se deitou, vezes e vezes sem conta,
levo o amor eterno, que de tão eterno, impossivel se criou.
levo o amor, o mais puro deles todos, que senti sempre que vi um rosto de criança dos zero aos cem sorrir para mim,
levo o amor, por ti que em minha vida um dia cruzas-te a tua e me fez mulher
levo o amor, que nunca houve por encontrar, levo comigo tudo o que aqui não soube achar
e levo-te comigo para todo o sempre...
levo tudo o que a mim pertençe sem reclamar...


amante...


Papel branco, de leveza pura, imaculado em perfeição, desenho com o carvão a curva do lábio de meu amante, o canto do olho que deita a lágrima, num rascunho de um rosto tão bem acabado.
Papel branco, onde os meus dedos dançam num chão de fumo negro como o carvão e o asfalto.
Escurecendo tal brancura criando uma forma divina que me adora de noite.
Papel branco, que de tais rascunhos ficas preenchido em vida, e com ela eu me deito e aguardo.
Minha obra maior, que de dia me atormenta e de noite me liberta de uma prisão que não é minha.
Papel branco, de tanto passar os dedos ganhas formas e relevos, e neles crias o meu amante.

Ilusões minhas



Ilusões minhas....................................................
..................................................................
...............que me deixam a marca
....................................de dedos que por minha pele se amedrontam
..................................................................
...............................................................a cada gesto cego meu.
..................................................................
Ilusões minhas....................................................
..............que matam
.......................o seio cheio que é o meu
...............................................e no teu afago se perde no vazio.
Ilusões minhas....................................................
..............que contigo sonham
................................em ti padecem
.............................................e comigo morrem.
Ilusões minhas....................................................
..............que de saudade te chamam
......................................e tu nunca vens...
Ilusões minhas....................................................
..............as tais
.....................que apenas eu vivo
.......................................em ti e nada mais...
Ilusões minhas....................................................
..............que no meu regaço esperam
.......................................pelo toque teu
.....................................................e me matam de sede e de fome me deixam morrer.
Ilusões minhas....................................................
..............que nos ultrapassam...



Barreiras

Nós somos os próprios a impor barreiras absurdas na vida, porquê?

Porque, é muito mais facil errar do que acertar.
Porque no fundo sem tentar nunca saberemos se se perde ou ganha.
Porque assim temos desculpas para a inercia.

E porque será que temos tanto medo de amar, e mostrar amor?
Será a nossa educação, que nos coloca frios, secos, absurdamente imaturos para nos sensibilizarmos.
Porque tememos tanto em dar e receber, se essas mesmas coisas fazem parte da vida?

Por mais pequena que seja...


Por mais pequena que seja a palavra, com sentido fica, deixando uma marca que não se perde, nem mesmo a distancia que é minha e tua.
Pelo simples, pelo complexo, pela duvida, pela incerteza, e por todas as minhas certezas cegas, amo-te.
Para além de tudo há... amizade.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Pensamento solto num floco sem a neve





Estendo o braço...
O rosto...
Procuro...
Tudo!


Abro as janelas...
Sinto o bater das asas...
E não voou!


Corro de mim...
Para lado nenhum...
Morro!


Perco...
Alcanço, quase...
Nada!


Desvaneço...
Morro...
Páro!

*

Isso sim em desespero!
Mais um que segue sem saber que rumo segue.
Mais um que pousa na vida, sem querer vive-la.
Mais um que desce na teia e não sabe o quão padece...
Menos um aqui.
Aqui...
Onde nada acontece!
Floco de neve, sem rumo ou esquadria.
Sem rumo na teia da vida.
Puff, desaparece.

ANImais VERSUS aniMAIS

Um pouco esquizofrenico o título, mas por vezes assaltam-me pensamentos também eles levados ao extremo, descabidos, fora de qualquer contexto, mas mesmo assim existem por algum motivo, será?





Hoje depois de um dia miserável de trabalho, no qual a frase preferida foi: "não me apetece trabalhar, posso ir para casa?" ou ainda "posso ir de férias, novamente, posso, posso?"; obtive sempre respostas negativas, a qualquer das súplicas, dei por mim a comer gomas, coisas que nem gosto muito, a ir buscar mais gomas, a ter uma sede incrivel; segundo parece comer gomas faz sede e diabetes, algo desconhecido para a minha pobre pessoa, que não é nada fã de gomas mas em alturas de crise ou desespero tudo parece aceitável.





Depois de tal dia maçador ou matador, qualquer dos adjectivos serve.
Chego a casa e bem as gomas não alimentam nada, é o que me consta, esfomeada, ou vá com alguma fome, não seria justo uma vez que no Mundo há quem nunca coma, nem gomas nem nada, e isso sim é triste, dou por mim a dar pedaços de frango aos meus pequenos cães, que aos meus pés se deitam à espera de algum docinho, os mesmos culpados por meus pensamentos, começo então a olhar para os peixes que também gostariam de comer frango, mas obviamente vão ter que esperar, ou por uma nova especie de peixes, ou por uma nova vida, isto se for verdadeiramente verdade que os peixes possam desenvolver-se de forma a serem numa possivel nova vida um outro ser, ora questão complexa que não irei desenvolver agora. Bem, olho para os cães gulosos que tenho e o pensamento da dinâmica entre Homem/ANimal e Animal/Homem começa a ganhar cor...

Porque será que nós homens, dizemos que somos o ser superior?
Será por termos medo de ser reduzidos por animais a zero?
O que será que no Mundo animal dizem eles de nós?
Não seremos nós apenas apenas e tão só um animal com capacidades sociais, mas no fundo somos animais e nada mais que isso?
Penso: se somos assim tão desenvolvidos, como se explicam certas animalidades que fazemos?
Por exemplo; as doenças que aparecem do nada, que muitas das vezes são brincadeiras absurdas de um cientista mais alucinado no seu próprio ego, que depois cobra com vida outros seres idênticos a si.
Como pode uma mãe ou pai matar o seu próprio filho ou filha? Não é esse um comportamento animal? Acho que sim.
O que nos diferencia mesmo dos outros? A capacidade de aprendizagem? Não. Todos os animais aprendem basta terem essa necessidade, ou professor/a para tal.
Somos melhores, porque nos vestimos, calçamos? Não, os animais também sofrem tal lavagem cerebral, basta olhar o cachorro das estrelas dos EUA como por exemplo o cão de Paris Hilton; que agora propaga uma onda na qual muitas são as estrelas que a imitam, pouco originais mas lá andam... Outras tantas histórias...
Afinal somos mesmo melhor em quê? Os animais normalmente são amigos do Homem, nós Homem já não o somos ou raramente o somos dos animais
Eu questiono, não seremos nós os nossos próprios egocentricos criticos, mas apenas vemos o bom que somos e esquecemos as nossas lacunas?
Na realidade seremos a raça maior predominante?
Tenho a ligeira sensação que assim como os dinaussaurios que se extinguiram de forma ainda estranha, também o Homem um dia o fará, claro que não será hoje, ou amanhã, mas daqui a milhares de anos, desenvolveremos uma arma tão poderosa que acabaremos por extinguir uma raça da face da Terra. Assim como extinguimos as outras especies, ursos, peixes, tubarões, golfinhos, baleias, aves, tigres, leões, elefantes, etc, etc ficaria aqui a rever todas as especies que existem e que por nossa culpa e por factores naturais vão desaparecendo, uns que notamos, outros que muito discretamente abandonam a vida na Terra e possivelmente evoluiem para um outro estado.
Acontecerá o mesmo a nós um dia, e seremos nós os culpados?
Depois que especie reinará na Terra?
E que dinaussaurios seremos nós à vista dos novos predadores?



Uma imagem vale por muitas palavras...
E marca tanto como uma frase...



Há diferenças?
Não as vejo...

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Pc avariado? Not a problem....

O amigo que concerta tudo, ou quase tudo num Pc mais ou menos danificado.
:p
Chateiem se precisarem.

Aqui fica.
969986484

Laú

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Rodolfo, a Lua e o "EU"


Rodolfo a Lua e o “Eu”

Ficava sentado no parapeito da janela a olhar a noite, enquanto a mesma descia a pela colina, deixando cair um Lua, que redonda se mantinha ali presa, mesmo de frente à janela de Rodolfo. Enorme, parecia querer dar-lhe luz durante aqueles minutos mudos em que apenas ele existia, ele as estrelas e a própria Lua.
Era um menino tímido, meigo, imaturo, ingénuo, ora um menino, tinha sete anos, rosto redondo, repleto de picadelas de uma tinta enferrujada, que contrastava com a falta de dois brancos dentes de leite, ambos seguidos na fila de espera para a queda, mostrando um buraco negro, onde por vezes uma língua mais matreira brincava; cabelo escorrido de uma cor imperceptível, nem laranja, nem vermelho, era de um violino em fogo, um castanho diferente, electrizante. A cada sorriso que dava mostrava umas covinhas em cada bochecha o que o tornavam adorável, não belo de morrer, mas tinha sem dúvida algo tinha um encanto só dele.
Era como todas as crianças atento, curioso, sonhador, a mente sempre longe a criar Mundos, os que existiam e os que ele próprio fazia questão que assim que os criasse mentalmente ficassem de alguma forma feitos, nem que fosse nas plasticinas que a sua avó lhe comprava, tinha uma colecção de Mundos, de todas as cores imagináveis, conjugações únicas, formas estranhas que só a mente de uma criança consegue criar, era um fazedor de sonhos, pelo menos dos sonhos dele.
Vivia perto da serra e do mar, era um privilegiado, conseguia usufruir de ambas as coisas, sem prescindir de uma ou outra. Olhava o mar de dia, à noite a serra, pelos contornos, pelas luzes, por tudo o que entre ambos os horizontes parecia despertar a sua imaginação.
Certa noite, alucinado com o brilho da Lua, e de certa forma zangado por esta ter levado o sol, o sol que lhe dera um dia de praia maravilhoso, onde vira como s estrelas agitavam os seus cinco braços na areia, quando eram tocadas pelas ondas, como um ouriço-do-mar lhe tinha ido parar à mão e milagrosamente tentara e conseguira escapar do perigo das mãos de uma criança, estava zangado por já não poder brincar.
_ Não fiques assim, Rodolfo!
_ Quem está aí? _ Olhava com os seus olhos verdes esbugalhados como se um fantasma fala-se com ele, ou então era uma sereia, a tal que o seu avô pescador lhe falara a semana passada, a tal que entoara uma melodia ao barco dos navegadores amigos do seu avô, a tal que os mesmos pescadores temiam. Seria mesmo ela?

Daqui! Olha-me!
_ Aparece, saí daí, quem és tu? _ Falava alto para que afugenta-se o mau espírito, ou a má sereia, o que fosse…
_ Sou eu, a Lua.
_ Quem?
_ A Lua, a Lua, à tua frente, Rodolfo! A Lua.
_ A Lua? A Lua, não fala. Não sou estúpido…
_ Pois não. Por isso te falo, porque não és estúpido.
_ Porque me falas?
_ Porque leio os sentimentos humanos, leio os teus.
_ Aí, sim? E que sinto eu?
_ Estás zangado comigo, porque fiz o claro, ficar escuro, o dia virar noite, acabei com o teu recreio, isto é muito do que pensas agora.
_ Oh!
_ Rodolfo, tu que és um menino inteligente, que fazes mundos dentro e fora do teu mundo; como podes só ver o teu lado?
_ Ah?
_ Sabes que quando apareço e o sol desaparece de ti, um outro menino, assim como tu, inteligente, meigo, sensível também vai usufruir um recreio. Sabes isso?
_ Não, não sei; nunca tinha pensado nisso.
_ Pois, então te digo meu menino de ouro; cada vez que o Sol nasce aqui, deste lado do Mundo, eu vou e roubo-o para ti, depois faço noite o dia, para que o menino do outro lado possa descansar, e tu brincar. Quando aqui estou, Rodolfo ele brinca, e tu deverias dormir. Quando me for embora, tu irás acordar do teu sono profundo e calmo, e irás brincar, sem pensar para onde foi a Lua! Entendes? O Mundo, real não é só no teu interesse, existe outros por aí como tu, que são tão importantes para mim como tu, o próprio sol gosta deles. Todos com os mesmos momentos de formas distintas, ainda tens o privilégio de conseguires ter muitas horas de sol, há locais distantes que o Sol visita pouco, sabias? Assim como eu, caminho, caminho muito, mas por vezes fico tão cansada que não consigo estar a todo o lado da mesma forma, mas considero todos dignos quer da minha presença, quer da presença da estrela maior, o Sol.
_ Eu não sabia que era assim… Desculpa por estar zangado contigo.
_ Não trago rancor, Rodolfo, sempre assim o foi, sempre assim o será, mais te digo, é por amar-te tanto que aqui te falo, para que entendas que o teu “EU” é-me importante mas não único.
_ Eu entendo, e agora gosto muito de ti.
_ Aproveita a Lua, enquanto aqui estou.
_ Olha, Lua, que luz é aquela? Ali no escuro?
_ É o Diogo.
_ O Diogo? Um menino?
_ Não, meu querido. É o menino-lula.
_ O menino-lula? O meu avô nunca me falou nele.
_ Pois não, ninguém fala. Sabes que idade tem?
_ Não!
_ Ora se não me falha a memória, tem cerca de 699 anos, olha nasceu no mesmo dia que tu, a horas diferentes.
_ Como sabes?
_ Estava presente no nascimento de ambos, foi num da de eclipse, eu e o Sol resolvemos brincar um pouco, e dar um fenómeno digno de ser visto, ora ambos estivemos quase na mesma altura, tu já eras nascido, tinhas um ano, e ele nasceu durante o eclipse. Todos preocupados em ver o eclipse, e eu e o Sol a ver quem via o bebe primeiro, já nem sei, a excitação era tanta, as pessoas só viram o nosso cruzar de corpos, mas no mar se tivessem atenção estava um fenómeno maior, o nascimento de um menino-lula; algo raro sabe? Estão em extinção. A noite estava escura, o céu meio preto meio vermelho, o mar, o mar esse tinha um rasto de cor branca, como se fosse coberto por pequenos cristais celestiais com luz própria. Era um rio de luz, e depois veio Diogo, pequenino, com um corpinho de bebe, mas já com uma luz intensa branca, sabes que as lulas de noite brilham no escuro do mar?
_ A sério? _ Abria os olhos e escancarava a boca cheia de curiosidade.
_ Sim, a sério! È por isso que os pescadores vão de noite fazer a pesca das lulas, para saber onde elas estão, e depois as vendem na lota, e depois chegam ao teu prato, bem ao teu não, que os amigos do teu avô dão sempre que apanham uma boa colheita. Eu bem os vejo a escolherem o melhor para ti, gostam muito do velho lobo-do-mar, o teu avô, sabes que ele já foi em tempos o meu grande companheiro? Tocava-me melodias lindas da sua gaita. Passava noites e noites a ouvi-lo. Agora já não o oiço. Nem sei se toca!
_ Toca sim, na praia, quando vou eu e ele, e está inverno, ele toca-me isso, e depois coloca-me as cavalitas e vamos pela areia molhada, a fazer desenhos com os pés grandes dele.
_ Ahahahaha, já fazia isso com o teu pai, depois com a tua tia, depois um dia com ambos, quando ambos andavam, até que, um dia nunca mais voltou…

_ Sim, ia de dia, comigo… Ia e vai.
_ Ah, então é o sol que tem esse privilégio! Mas também não faz mal, assim como os outros meninos têm direito, também eu e o Sol podemos partilhar a boa música do teu avô.
_ Um dia peço-lhe para me levar a ver o mar de noite e tocar para ti.
_ Farias isso por mim?
_ Sim, farei.

_ Obrigado, Rodolfo. Olha, já é muito tarde, vai agora descansar, e lembra-te quando cá estiver alguém como tu brinca. E sempre que vires o sol, estou a dar sonhos a um outro menino como tu.
_ Até amanhã Lua. Amo-te…

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Deus quer falar-me...


Deus quer falar-me, mas não me conhece a língua, e como pode isso ser, se foi ele que me fez, segundo todas as possibilidades de vida, foi ele.
Por vezes, vêm ter comigo e trazem uma mensagem, eu oiço, não entendo, mas oiço, depois esboço um sorriso porque acho uma certa piada, à forma como os desenhos são feitos, às coincidências de vida que na vida se encontram, confesso nada entendo, e nada sei; mas sei que a mensagem é para mim. Aguardo uma prenda, agora, desde hoje, que sei que é para mim; mas não sei o que será, mas está já destinada, sinto que será algo com um significado que só Deus entenderá, ou os anjos.
Sinto, que me grita, mas juro não entendo a sua linguagem.
Agora aguardo o recado, e espero entender o que Gabriel me tras.
Em tudo isto há uma beleza pura que só eu entendo como TUA.:-)

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Que seja

Espada,
Entre os seios,
que escondem o disco da vida.

Punhal,
que em meus pulsos brincas
passando a lamina fina.
Cordas,
que nunca corrente só
me unem a mim.

Licor,
teu veneno me expõe as dores
e não as cura.

sábado, 1 de agosto de 2009

Sob linhas... "Confissões ao Luar"



"Confissões ao Luar"

A caminho de um café agradável; local escolhido_ Bolhosa Oeiras Parque. Capturada por um título, por uma capa (os livros levam-me e compram-me assim, por um título, um desenho, uma imagem, algo que me traga lembranças de uma poesia de vida, adiro, e quem me conhece bem sabe bem que assim é, fico capturada pela tentação, e este não foi excepção_ Confissões ao Luar _ para além do nome, fascinou-me ler a sinopse e encontrar partes de mim nele, confesso que fiquei um pouco triste, como sempre alguém se lembrou de algo que também me veio parar às mãos, tinha que o ler, para tirar as dúvidas, para tirar as teimas, para tirar o fracasso de cima dos ombros. Comprei o pequeno livro... E li-o (esta deve ser a nova novidade ler o livro, não ficando pelo comprei, LER).

Romance com ilusões fantásticas, do mundo que vemos, do que está dentro de nós e que nos grita e por vezes ignoramos, do mundo que só alguns conhecem, mundos entre pedaços de vidros, de vidas, coisas que se quebram, que se remendam, que sujam, que limpam, que lindos mas temerá veis se tornam, o belo e o desastroso. O livro fala exactamente de relações, das composições que nós seres humanos podemos ou não conferir à vida que criamos. O modo como lutamos com o medo, o modo como nos acorrentamos à vida e ela deixa que a pouco e pouco também fiquemos este ris nas veias, de forma a aniquilar a própria vida...
É mais que um romance, é um contratempo de vidas, hipóteses, erros, tentativas, equações drásticas, é o abrir e olhar e ver que em nós pode existir alguma das personagens ou todas elas, conjugadas em nós.
Que homem não se torna frio ao amor?
Que homem não se torna obcecado com o trabalho?
Que homem sofre em silêncio em vez de mostrar o que realmente sente?
Que mulher já não amou ou pensou amar?
Que mulher já traiu ou traiu-se?
Que ser humano não foge do que mais teme?
Que ser humano sabe mesmo o que quer e como o quer?
Quantos de nós vivemos acorrentados a um EU hipotético, que quer dar um grito?

O livro fala de pessoas com problemas semelhantes aos que passam por nós numa calçada, ou mesmo os medos que a nossa própria sombra teme ver.
É excitante, é sensível, é directo, é fluído em leitura, fala claro de problemas meus e de todos nós...

Voltei...

terça-feira, 28 de julho de 2009

Cansaço

Como estou cansada, e o meu cerebro não pára.
Como o corpo pede descanço e não lhe dou.
Como caminho muda, e sem fazer o que preciso.
Como não chegam as semanas para minha alma doente...
o tempo corrói-me aos poucos e eu quero mais gritar fundo de mim...