sábado, 1 de agosto de 2009

Sob linhas... "Confissões ao Luar"



"Confissões ao Luar"

A caminho de um café agradável; local escolhido_ Bolhosa Oeiras Parque. Capturada por um título, por uma capa (os livros levam-me e compram-me assim, por um título, um desenho, uma imagem, algo que me traga lembranças de uma poesia de vida, adiro, e quem me conhece bem sabe bem que assim é, fico capturada pela tentação, e este não foi excepção_ Confissões ao Luar _ para além do nome, fascinou-me ler a sinopse e encontrar partes de mim nele, confesso que fiquei um pouco triste, como sempre alguém se lembrou de algo que também me veio parar às mãos, tinha que o ler, para tirar as dúvidas, para tirar as teimas, para tirar o fracasso de cima dos ombros. Comprei o pequeno livro... E li-o (esta deve ser a nova novidade ler o livro, não ficando pelo comprei, LER).

Romance com ilusões fantásticas, do mundo que vemos, do que está dentro de nós e que nos grita e por vezes ignoramos, do mundo que só alguns conhecem, mundos entre pedaços de vidros, de vidas, coisas que se quebram, que se remendam, que sujam, que limpam, que lindos mas temerá veis se tornam, o belo e o desastroso. O livro fala exactamente de relações, das composições que nós seres humanos podemos ou não conferir à vida que criamos. O modo como lutamos com o medo, o modo como nos acorrentamos à vida e ela deixa que a pouco e pouco também fiquemos este ris nas veias, de forma a aniquilar a própria vida...
É mais que um romance, é um contratempo de vidas, hipóteses, erros, tentativas, equações drásticas, é o abrir e olhar e ver que em nós pode existir alguma das personagens ou todas elas, conjugadas em nós.
Que homem não se torna frio ao amor?
Que homem não se torna obcecado com o trabalho?
Que homem sofre em silêncio em vez de mostrar o que realmente sente?
Que mulher já não amou ou pensou amar?
Que mulher já traiu ou traiu-se?
Que ser humano não foge do que mais teme?
Que ser humano sabe mesmo o que quer e como o quer?
Quantos de nós vivemos acorrentados a um EU hipotético, que quer dar um grito?

O livro fala de pessoas com problemas semelhantes aos que passam por nós numa calçada, ou mesmo os medos que a nossa própria sombra teme ver.
É excitante, é sensível, é directo, é fluído em leitura, fala claro de problemas meus e de todos nós...

2 comentários:

  1. Este comentário foi removido por um gestor do blogue.

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  2. Cátia....obrigado. :)

    Um enorme bjo

    Pedrinho

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